EUA oferece até US$ 10 milhões por informações que identifiquem cibercriminosos

EUA oferece até US$ 10 milhões por informações que identifiquem cibercriminosos
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (15) um novo programa de recompensas focado na proteção cibernética do país. A iniciativa, que será administrada pelo Serviço de Segurança Diplomática, vai oferecer até US$ 10 milhões (R$ 51 milhões) por informações que possam identificar ou localizar pessoas ou gangues digitais que atuam sob o comando de governos estrangeiros.

Com a iniciativa, o governo pretende atingir diretamente aqueles que participam de “atividades cibernéticas maliciosas contra a infraestrutura crítica dos Estados Unidos, em violação da Lei de Fraude e Abuso de Computadores (CFAA)”. A lista de violações inclui ataques de ransomware, acesso não autorizado de computadores para obter informações e a transmissão consciente de programas, informações, códigos e comandos que causem dano a uma máquina.

Segundo o comunicado publicado pelo Departamento de Justiça, os computadores que são alvos dos ataques incluem aqueles pertencentes ao governo local, instituições financeiras ou aqueles que afetem o comércio e a comunicação entre estados ou com entidades estrangeiras. Junto ao anúncio da recompensa, os EUA estabeleceram um canal na dark web (baseado no navegador Tor) para receber dicas e proteger a identidade de seus informantes.

Endurecimento contra ciberataques

O programa será conhecido oficialmente como Rewards for Justice (RFJ, ou Recompensas por Justiça, em português) e conta com a ajuda de diversas agências de inteligência para agilizar o processamento de informações e a transferência do dinheiro prometido. Segundo o governo, as transferências poderão ser feitas usando em criptomoedas, mas detalhes sobre isso ainda não foram revelados.

A iniciativa faz parte das políticas de combate a crimes virtuais do governo do Presidente Joe Biden. Em maio deste ano, ele emitiu uma ordem executiva que endureceu punições contra ataques cibernéticos e passou a centralizar as ações de entidades federais. A decisão surge em meio a uma onda crescente de ofensivas virtuais, que tem no ransomware a principal ameaça às infraestruturas do país — algo que se fez evidente em casos como o da Colonial Pipeline e, mais recentemente, nas operações criminosas contra os sistemas da Kaseya.

Fonte: ZDNet, Departamento de Justiça

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