Goldman Sachs cria equipe de criptomoedas e negocia derivativos de bitcoin, diz CNBC

O Goldman Sachs, um dos maiores bancos do mundo, começou sua operação com derivativos de bitcoin, confirmando rumores lançados há cerca de um mês de que a instituição iria retomar sua mesa de negociação de futuros de BTC. As informações são da CNBC, que teve acesso a um memorando interno da companhia.

No documento, o banco informou ao seu pessoal de mercado que uma mesa de criptomoeda recém-criada negociou com sucesso dois tipos de derivativos vinculados ao bitcoin na modalidade NDF (Non Deliverable Forward), que é um contrato sem a entrega física da moeda, geralmente operado em mercado de balcão (OTC).

“Olhando para o futuro, à medida que continuamos a ampliar nossa presença no mercado, embora de forma comedida, estamos integrando seletivamente novos provedores de liquidez para nos ajudar na expansão de nossa oferta”, diz um trecho do documento.

A estratégia na modalidade de negociação com o bitcoin, no entanto, teve início ainda no passado, de meados de 2017 a 2018, mas ficou adormecida. Segundo a CNBC, este memorando marca a primeira vez que o banco reconhece oficialmente seu envolvimento em criptomoedas.

A nova empreitada faz parte dos esforços gerais do Goldman Sachs para o mercado de ativos, diz no memorando o sócio-diretor e responsável pela divisão de câmbio de derivativos Rajesh Venkataramani, que assinou o documento. No memorando, o nome da liderança da mesa é Mathew McDermott, chefe global de ativos digitais.

Segundo comentários do CEO David Solomon no documento, o Goldman está buscando ampliar sua presença no mercado “integrando seletivamente” instituições de criptomoedas para expandir as ofertas. Em outro ponto, o banco também afirmou ter lançado nesta semana uma plataforma para que seus clientes fiquem por dentro dos preços de criptoativos e também de notícias sobre o mercado.

Com informações da Reuters em março deste ano, no Goldman Sachs há projetos maiores de ativos digitais e outros envolvendo a tecnologia blockchain e CBDCs (moedas digitais de bancos centrais, na sigla em inglês).







Fonte da Notícia