Mastercard planeja rede própria para facilitar operações do yuan digital

A Mastercard tem planos para usar seus milhões de parceiros comerciais para facilitar o uso internacional do yuan digital (e-CNY), a moeda digital do Banco Central da China (PBoC). Segundo o South China Morning Post (SCMP) em publicação nesta segunda-feira (03), a gigante dos pagamentos já está tratando do assunto com os órgãos financeiros do país.

O PBoC e a Autoridade Monetária de Hong Kong estão atualmente explorando maneiras de ampliar o uso do yuan digital. O plano da Mastercard é atuar como um agente de conversão do yuan para moedas fiduciárias por meio de uma rede de compensação. A estratégia foi revelada na semana passada pelo CEO da empresa, Michael Miebach.

Ling Hai, copresidente da Mastercard para Ásia-Pacífico, confirmou ao SCMP a nova empreitada. Segundo ele, o yuan digital poderia circular pela vasta rede de pagamentos do grupo, que inclui 2 milhões de caixas eletrônicos e 70 milhões de parceiros comerciais em todo o mundo.

Quando Miebach tocou no assunto no último dia 29, ele disse que no futuro esperava a Mastercard explorar aplicativos em cima de CBDCs se beneficiando de contratos inteligentes. “Este poderia ser um contrato comercial inteligente. Então, tecnologia de contrato inteligente é o que estamos investindo”, disse ao Coindesk.

Mastercard e yuan digital

O que a Mastercard pretende fazer com o yuan digital já é realidade nas Bahamas. Lá, os turistas podem converter prontamente suas moedas fiduciárias para a stablecoin ‘Sand Dollars’, CBDC que começou a ser emitida em agosto no ano passado. A ação tornou o país um dos primeiros no mundo a tomar tal iniciativa. A conversão é feita por meio de um cartão pré-pago na rede da Mastercard. 

O uso potencial do yuan digital também está sendo observado por um grupo de planejamento formado por autoridades de Hong Kong, Tailândia e Emirados Árabes Unidos para  um projeto de pagamentos regionais em tempo real com CBDCs. 

O projeto se chama ‘Multiple Central Bank Digital Currency Bridge’ (m-CBDC) e é a segunda parte do ‘Inthanon-LionRock’, um projeto de pesquisa sobre as CBDCs que vem sendo desenvolvido desde 2019.







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