Regulador de Cingapura coloca Binance em lista de alerta ao investidor

Regulador de Cingapura coloca Binance em lista de alerta ao investidor
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A Binance, maior exchange do mundo em volume de negociações, foi adicionada à ‘Lista de Alerta ao Investidor’ da Autoridade Monetária de Cingapura (MAS, na sigla em inglês) na quarta-feira (1º).

O MAS adiciona à lista, semelhante ao site com alertas ao cidadãos da CVM, entidades que “podem ter sido erroneamente percebidas como licenciadas ou regulamentadas pela MAS”. O MAS é o banco central e regulador financeiro de Cingapura, supervisionando a política monetária e também monitorando o setor financeiro do país.

A Binance.com, em vez da plataforma de Cingapura da empresa (Binance.sg), foi listada. Não está claro se a Binance.sg será classificada de forma semelhante.

Em agosto, um porta-voz do MAS disse à Decrypt que a entidade da Binance registrada em Cingapura, a Binance Asia Services, não estava licenciada no momento.

A exchange solicitou uma licença e, enquanto o regulador analisa o pedido, a entidade está temporariamente isenta de licenciamento sob a Lei de Serviços de Pagamentos de Cingapura até que o pedido seja “aprovado, rejeitado ou retirado”, disse o porta-voz.

Nesse contexto, o acréscimo da corretora à Lista de Alerta ao Investidor pode servir como um lembrete dessas circunstâncias preexistentes e que, embora a Binance.com esteja temporariamente isenta, ela permanece sem licença.

Para a Binance, a notícia é apenas a mais recente na disputa contínua da empresa com os reguladores.

Binance na berlinda

Com um volume de negociações de quase US$ 30 bilhões nas últimas 24 horas, escritórios espalhados pelo mundo e, supostamente, nenhuma sede centralizada, a Binance chamou a atenção de muitos reguladores.

Em outros lugares da Ásia, o Japão e a Malásia alertaram que a exchange está operando sem a licença necessária. No Reino Unido, Itália e Holanda, as autoridades emitiram avisos semelhantes.

A Autoridade de Conduta Financeira (FCA, na sigla em inglês) do Reino Unido chegou a dizer que não considera a empresa “capaz de ser supervisionada com eficácia”.

A FCA acrescentou que “Isto é particularmente preocupante no contexto da associação da empresa a um grupo global que oferece produtos financeiros complexos e de alto risco, que representam um risco significativo para os consumidores.”

A Binance também não ficou ociosa em meio a essas preocupações.

Em 20 de agosto, a exchange exigiu que todos os usuários realizassem uma verificação completa do Conheça Seu Cliente (KYC, na sigla em inglês) antes de usar os serviços da plataforma. Isso significa que os usuários devem fornecer à corretora informações pessoais, incluindo detalhes do passaporte e uma imagem de selfie.

O CEO da empresa, Changpeng Zhao, também está planejando uma listagem pública semelhante à da exchange rival Coinbase. Resta saber se a última briga com as autoridades financeiras vai atrapalhar esses planos.

*Traduzido e editado com autorização da Decrypt.co







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